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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Superliga confirmada com 12 equipes para cada lado! E agora!

       Sinceramente acho que a CBV deu um passo importante para a criação de um vôlei moderno no país( Ou os times não aguentaram o preço do mercado). Com esse número de participantes no masculino e no feminino e com o vôlei crescendo dia a dia no país, acho que o espaço vai surgir e a segunda divisão tem tudo para se tornar realidade. Acho que um time que vence a segunda divisão dá mais resultado à uma  marca do que aquele que só participa, com derrotas, da Superliga.
        Essa segunda divisão é imprescindível, pois é esse o espaço que novos jogadores e quem sabe treinadores terão para amadurecer. A quantidade de profissionais de alto nível no Brasil é grande, 12 times em cada naipe é pouco para fornecer emprego para essas pessoas. 
        O calendário que os clubes tem, pois a seleção tem obrigações todos os anos, é ideal para essa quantidade de times. Esse ano a Superliga será disputada em pouco menos de 20 semanas, a média de jogo vai chegar a quase 2 por semana. Está ideal. Tempo para as viagens, tempo para treinamento, tempo para recuperar atletas. 
       Temos então a encruzilhada. Pelo calendário a quantidade está boa, pelos profissionais a quantidade está pequena. A saída é o que todos devem concordar, uma segunda divisão forte, com patrocínios e exposição na mídia. Torço muito para que isso aconteça.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O vôlei e a mídia

        Acabo de receber de colegas ( do site saqueviagem) um estudo sobre o esporte e a mídia, feito pelo IBOPE. E o estudo aponta, sem dúvida, que o vôlei é o segundo esporte no país. Alguns dados importantes do estudo para quem acompanha as noticias do vôlei são os seguintes:


- A comunicação esportiva sempre existiu, diferenciando o tipo de veículo utilizado. 
- Atualmente nos anos pares ( Olimpíadas, Copa Mundo) o investimento cresce muito.
- Dos quase 70 milhões que assiste programas esportivos, 30% também pratica esportes.
- A internet (16%) já ultrapassou o jornal (15%) e as revistas na busca por informação, está chegando no rádio (21%). A TV lidera (72%).
- Os homens são as pessoas que mais acessam a internet. Já as mulheres adoram uma revista.
- Hoje o público que busca informação na internet é de +- 8 milhões de pessoas no Brasil. 40% busca notícias em geral.
- A atualização e a abrangência das noticias são fatores importantes da internet.
- Dos quase 7 milhões de usuários das redes sociais, 70% buscam ou compartilham informações sobre esporte.
- Quase 3 milhões de usuários utilizam blogs. ( Vocês que seguem o meu blog representam uma boa fatia, exatamente 0,000061 dessas pessoas hehe). 
- Para elas a personalidade do esporte brasileiro é o Giba, do vôlei. Para eles, é o Messi. Não é fácil, mas poderia pelo menos ser um brasileiro.


        É isso pessoal, são estudos como esse que direcionam os veículos para estabelecer seus métodos. O bom é ver que o vôlei está cada vez mais forte dentro das estatísticas.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Comparativo entre as categorias - PASSE

        O segundo fundamento que vamos analisar os dados estatísticos é o passe. Vejam a tabela abaixo:
       
        Os dados foram tirados das fases finais de cada campeonato. O adulto masculino é a categoria que tem maior controle nesse fundamento, sendo quase o dobro mais eficiente que o juvenil feminino. A diferença entre os melhores 5 jogadores em cada fundamento vai de 3% no adulto feminino a quase 12% no juvenil feminino.
        O melhor passe nas categorias de base foi no campeonato da Argentina, onde os guris passaram 44% das bolas na mão. Já as piores foram as meninas do juvenil, no Peru o percentual de passe perfeito foi de somente 33,64%.
        No adulto masculino Murilo foi o melhor passe com 69% de eficiência.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Números de todas as categorias

        Como havia prometido fiz uma análise dos dados das 6 competições que movimentaram os últimos dois meses e vou começar a mostrar aqui nessa série a real diferença entre homens e mulheres. Também a diferença entre o jogo infanto, juvenil ou adulto.
        Para gerar os números fiz uma média entre os 10 melhores jogadores em cada fundamento.
        Vamos começar pelo ataque.
        Analisando os números podemos ver que os homens colocam a bola no chão em média 8% a mais que as mulheres, com uma relação muito parecida entre todas as categorias. As bolas em transição, onde o jogo continua, no caso das mulheres a quantidade é 10% maior. Os erros tem a menor diferença, ou seja, pouco mais de 2% para o jogo masculino. Já se compararmos o juvenil masculino e o adulto feminino temos quase 7% de diferença, acredito que muita força aliada a uma técnica ainda em desenvolvimento gera isso no caso do juvenil.
        Analisando os homens entre eles, os adultos transformam pouco mais de 2% de erro de ataque em ataque ponto, diminuindo os erros, já os infantos transformam um percentual próximo desse em transição. No juvenil foi onde tivemos o maior percentual de erro. Notem que os números mantém um padrão em todas as categorias.
        Entre as mulheres, nota-se uma boa diferença de erro das adultas comparadas com as duas categorias de base, em torno de 5%.  O infanto que foi disputado na Turquia e o juvenil jogado no Peru tem números praticamente iguais. Os números em geral também ficam dentro de uma média.
        Nos próximos dias apresento mais números.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Satisfação total

Muito obrigado a todos que já deram uma conferida no blog uma hora ou outra, foram essas visitas que fizeram com que o blog tenha hoje mais de 40000 acessos. São quase 5 meses escrevendo textos e postando algumas notícias sobre o nosso esporte. Estou muito satisfeito com o blog e vou me esforçar para melhorar ele no futuro.
Prometo algumas novidades em breve. Grande abraço a todos!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma boa opção de tênis para jogar vôlei

        As pessoas tem me perguntado sobre um tênis específico para vôlei. Temos boas opções de tênis para jogar vôlei nas lojas atualmente, claro que achar o número pode algumas vezes ser um problema. 
        Olympikus, Asics e Mizuno são as principais marcas no mercado brasileiro hoje. 
        Aconselho para quem quer um bom tênis, com um custo benefício bom e um visual bacana o novo modelo da Olympikus, chamado Golden1. Acredito que seja o modelo mais fácil de encontrar por todo o Brasil. Ele tem uma durabilidade boa e vai topar todo tipo de treino e quadra.
        Seguem as fotos com as cores diponíveis. Bons treinos.



        Quem quiser mais informações pode conferir o site da Olympikus. www.olympikus.com.br


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O que o futuro reserva para a nossa seleção juvenil

        O mundial se foi! Na verdade 4 anos se foram para essa geração. Foram 4 anos de muito trabalho, onde mesmo com todas as dificuldades a gurizada evoluiu. E todo esse esforço dedicado dará a eles muitas oportunidades daqui para a frente.
        No primeiro ano desse grupo, o Vice campeonato sulamericano foi o primeiro revés. Depois disso uma desclassificação precoce no mundial infanto na Itália carimbou a geração com uma das piores do vôlei brasileiro. Ano passado uma ótima vitória sob a Argentina, esse time Vice-campeão mundial, nos deu o título sulamericano. E a história recente do mundial todos já conhecem. Ou seja essa geração foi somente campeã sulamericana.
        Acontece que tudo isso já é história e o futuro deles deve ser muito promissor, assim como tem sido o de todos os jogadores que já passaram pelas seleções de base e continuaram trabalhando sério depois do ciclo. Porém me preocupo um pouco se eles terão o espaço necessário para evoluir, pois o vôlei brasileiro está inchado, repleto de bons jogadores, mais experientes. Esses jogadores devem ocupar todo espaço nos próximos anos, excluindo bastante os novos jogadores, no momento em que eles maios precisam de espaço.
         Nesses dez anos que vivo o dia a dia do volei profissional sempre acompanhei os novos jogadores dentro dos grupos profissionais logo após deixarem a seleção juvenil, mas dessa vez não serão todos que terão essa oportunidade. E esse panorama deve continuar assim nos próximos anos. Somente os muito bons terão espaço.
         Sabe quantos jogadores muito bons temos em cada seleção? No máximo 3 ou 4, quando o time é bom. E onde os outros jogadores vão jogar?
         O texto todo é para entrar na luta por uma segunda divisão no vôlei brasileiro, melhor que a atual liga nacional. Ou isso acontece ou senão vamos ter problemas sérios no futuro. O mundo todo tem melhores campeonatos que os nossos, onde os jogaodres tem mais oportunidades.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os bastidores e as curiosidades sobre a excursão da seleção juvenil

        Bom!! Terminada a excursão para a Rússia e a Sérvia sobrou, além do maior ritmo de jogo e amadurecimento do time, algumas histórias para contar.
        Começamos com a Rússia. Por lá as coisas foram muito tranquilas, tirando a comida. O alojamento era bem razoável, com aquele colchão macio, que dói a coluna de manhã. A comida é diferente da brasileira, tanto no tempero quanto na quantidade. E quando falo em jogadores juvenis o mais importante nesse caso acredito que seja a quantidade, o que eles comem não é para qualquer buffet!!! Mas aí um extra foi providenciado no mercado. Aquele sanduíche com queijo, algumas frutas e um bom suco em caixinha, sempre confeccionado pelos chefs Dr. Alexandre e Rodrigo, nosso fisioterapeuta.  Para dividir mais a comida a seleção infanto também apareceu por Moscou. Outra seleção boa de garfo.
       Moscou, a cidade onde jogamos é gigante. Conhecemos um pouco da cidade, acredito que a principal parte foi vista. Estou falando da Praça Vermelha e do Kremlin. Os congestionamentos são by São Paulo, uma lentidão!


       Na Sérvia a história foi outra. O hotel era um hotel de verdade, com ótimas instalações. A comida deu um  up grade mas ainda ficou longe do arroz e feijão com um bife na chapa de Saquarema. Os fatos curiosos da Sérvia começaram na segunda viagem, visto que dos três jogos só o último foi na cidade onde ficamos hospedados. O ônibus onde estavam as duas seleções ameaçou um incêndio, mas foi só o susto, aquela fumaça e só. A estrada era cheia de curvas, uma serpentina segundo o nosso motorista. O bom foi que a volta, à noite, foi por uma estrada maior. O pessoal, inclusive eu, estava preocupado com a volta pela serpentina.
        A cidade onde ficamos na Sérvia chama-se Ivanjica, o que Moscou tinha de megalópole a pequena Ivanjica tinha de vilarejo. Saindo do hotel e pegando em direção ao centro da cidade, à pé, em quase 10 minutos a cidade acabava. Mas era bonitinha, tranquila e com um povo simpático. Por lá, o pessoal acredita que todos devem saber falar a sua língua. Comunicar-se com o povo nas ruas foi bem difícil.
        Ainda na Sérvia vimos o país comemorar a vitória de Djokovic no tênis. Quando estávamos deixando o país, já no aeroporto, mais um fato legal. Encontramos talvez o sérvio mais brasileiro e flamenguista de todos, o "RAMBO PETKOVIC", como ele é conhecido por lá. O Pet do flamengo voou conosco até o Brasil. Lá ele não é tão conhecido quanto aqui, isso é fato. 


        Bom para terminar o vôo de volta não teve aquela TV para ver um filme e encurtar a distância entre Paris e Rio. O sistema não estava funcionando, e olha que avião era bem novinho, uma máquina. Até!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Montagem de um time vencedor.

        Para que o sucesso seja alcançado um time precisa ser estruturado da melhor maneira possível. Isso quer dizer que a escolha das peças deve ser bem feita, quando isso for possível.
        Na montagem de um grupo forte, o técnico deve sempre ter muito claro na sua cabeça quais são as reais possibilidades e virtudes de cada jogador, para que cada um consiga render o máximo coletivamente, como um time. Além disso ele precisa saber se o time é para um jogo ou para um torneio, nesse último caso a escolha de um jogador mais versátil pode ser mais vantajosa do que um jogador mais específico. Sempre o que buscamos é o equilíbrio como time.
        Vamos para a prática. Um bom time precisa de um bom levantador, um oposto que ataque muito bem, dois centrais que bloqueiem acima da média e dois ponteiros que passem na mão do levantador, aliado à isso um líbero que defenda como ninguém. Fácil né! Com certeza o time será bom.
        Mas a situação não é bem essa na prática, muita coisa precisa ser pensada ainda. Vamos aos fatos. Lembrando que estamos falando em alto nível, ou seja, o confronto sempre será contra times também muito fortes. Para que o confronto seja favorável ao nosso time, precisamos ter um time equilibrado.
        Começamos com o levantador, claro que o principal é o levantamento, mas se ele for muito baixo com certeza irá complicar o sistema defensivo quando estiver nas 3 posições da rede. Seu bloqueio será explorado pelo levantador adversário.
         Normalmente os ponteiros que são bons passadores são mais baixos e podem aumentar o problema do bloqueio, ou seja, um dos ponteiros deve ser maior, com mais poder de bloqueio e ataque.
        Os centrais se forem ótimos bloqueadores, o que é difícil, não podem ser atacantes ruins.    Um time precisa de atacantes eficientes no meio de rede. O sistema precisa disso. Sem ataque pelo meio o complexo ofensivo vai ter dificuldade em algum momento.
        Um bom oposto precisa ser um bom bloqueador, pois ele provavelmente terá que dar um algo a mais, visto à uma possível deficiência do levantador nessa função. Lembrando que o principal é o equilíbrio.
        Independente da situação ainda precisamos de bons e regulares sacadores. Buscando  manter um nível bom entre saque agressivo e saque regular.
        E o banco de reservas? Está lá fora da quadra mais uma parte, muito importante, de um time forte. Além da qualidade normal, cada jogador que compõem o banco do time, precisa saber no que poderá ser decisivo. Essa situação pode ser considerada "cirúrgica", ou seja, precisa ser extremamente precisa. Normalmente eles entram para definir um set, um jogo. No banco é importante uma boa inversão do sistema 5x1, pelo menos um bom saque e ainda um bloqueador forte. Se o time tiver um poder de ataque maior pela ponta, um bom passador pode ser útil para fazer um fundo de quadra em algum momento do set.
        Como estamos falando em um time de alto nível, com certeza os jogadores que estão no banco podem atuar numa situação normal de troca, quando um jogador não está bem no jogo. Mas se o técnico tiver essas "cartas na manga", uma troca bem feita pode decidir a partida.
        Para fechar um conselho para quem é técnico ou professor de vôlei:  "treine bem todo o seu time de maneira coletiva, mas dedique-se muito para situações que podem ser decisivas, "cirúrgicas". Crie o hábito da importância disso e acredite que dará certo".

terça-feira, 17 de maio de 2011

Já no feminino, até mudança nos playoffs com novo modelo.

        Quando falei que no masculino não haveriam muitas mudanças, fui alertado por um leitor que no feminino as coisas não seriam tão simples. Está comprovado. Além de uma mudança entre Pinheiros e Voleifuturo pelo terceiro lugar, o mais marcante foi a diferença entre o atual oitavo colocado versus o nono.

        Pelo modelo do ano passado o time de São Bernardo somou 30 pontos, ficando com a última vaga para os playoffs. Pelo novo modelo esse mesmo time somaria 19 pontos, somatório que não seria suficiente para se classificar. A equipe do Mackenzie, que ficou em nono, passaria com sobras o time de São Bernardo. Pelo modelo utilizado esse time ficou um ponto atrás.  Porém no próximo ano, com esse novo modelo seriam 7 pontos a mais com a mesma campanha. 
        Está ai, no caso do feminino também teríamos duas mudanças. Vamos esperar e ver o que isso vai dar!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O novo modelo de pontuação da Superliga na prática.

        Resolvi mostrar para todos como funciona, na prática, esse novo modelo de pontos que vai ser implantado na próxima SUPERLIGA. Como já expliquei num post anterior o novo modelo, nesse texto vocês podem ter uma idéia bem direta de como o novo modelo vai funcionar.
        Na prática, poucas coisas irão mudar na classificação geral. Nesse paralelo entre os dois modelos somente duas mudanças aconteceram. O SADA que terminou a fase regular em terceiro passaria a CIMED, ficando com a segunda colocação. A outra mudança seria entre SOGIPA e VOLTA REDONDA, na disputa pelo décimo primeiro lugar. 

        O principal fato, na minha opinião, é que com esse modelo um time não ganha pontos por perder. Isso dava a SUPERLIGA uma imagem irreal. Um time com 0% de vitórias tinha 50% dos pontos de um time com 100% de vitórias. Muito injusto com o time que vence todos os seus jogos. A nossa realidade era essa. Esse tipo de tabela, que pontua o time que perde, passa uma imagem "enganadora" de alguns times. É mais radical, e real, a diferença entre a ponta e o fim da classificação.
        Cada um pensa de um jeito e faz os seus comentários. Mas na prática teremos poucas mudanças no "grid" de classificação para a largada nos playoffs. 
        Uma aviso, os times que vão estar na ponta de baixo da tabela vão continuar com o mesmo desempenho fraco de sempre, mas agora eles vão ficar muito para trás na tabela. Me parece mais complicado de explicar principalmente para patrocinadores, imprensa e torcedores em geral.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

VOCÊ SEMPRE PAGA UM PREÇO POR TUDO AQUILO QUE QUER. PARECE ÓBVIO, MAS NÃO PARA TODOS.

        Se você pensar um pouco verá que a lei da causa e efeito impede que se obtenha alguma coisa em troca de nada. É sempre assim.
        Você sempre paga um preço por tudo aquilo que obtém, correto?
        A chave é determinar o que você quer e que preço pode pagar em troca.
        Então, sabendo desse preço, você pode até decidir pagar mais e ter mais disso que está querendo.
        Você com certeza vai colher somente aquilo que semear, isso é certo!
        Você não vai ser campeão sem se dedicar nos treinamentos.
        Você não deve esperar ser o melhor jogador do time sem vir aos treinos no “gás”.
        É comum os vencedores aceitar responsabilidades, por tudo o que fazem e dizem. E isso dá a eles confiança no que fazem. Eles estão no controle.
        Quando você tiver confiança nas coisas que está fazendo, irá ter algumas oportunidades de escolha e compreender que tudo é possível. E que tudo tem um preço.
        Os melhores escolhem as coisas que querem e se dedicam ao máximo para ter a recompensa pelo preço pago durante esse período.
        É isso, quer ser um campeão! Dedique-se ao máximo para isso!




segunda-feira, 25 de abril de 2011

Profissão jogador de vôlei.

          Muitas perguntas são feitas a mim com relação a esse tema. Meu filho é grande, será que ele tem como ser um jogador de vôlei? Mas vôlei paga salário? Para ganhar dinheiro tem que ser muito bom? Enfim, cada pergunta é diferente, mas todas giram sob um ponto que eu acho que as pessoas desconhecem um pouco.
          Antes de mais nada vou contar uma história que reflete um pouco a nossa história para com a população em geral. Um belo dia desses uma mulher bateu no carro da minha esposa dentro do prédio. Ai papo vai e papo vem, quem paga e quando vamos consertar, acertamos que um dia pegaria ela e iríamos fazer um orçamento. No meio do caminho ela me diz:
- Eu trabalho nessa agência de veículos etc etc etc, e você?
- Eu trabalho no time de vôlei aqui da Cimed, de Floripa.
- Que legal!!! Como é bom trabalhar com o que a gente gosta!! Mas isso paga alguma coisa???
          A situação é mais ou menos essa, muita gente não tem idéia do que é o mercado do vôlei hoje no Brasil. Que tipo de profissional trabalha e ganha a vida com esse esporte. Enfim, voltamos a idéia inicial do texto, que é, tentar ou não tentar ser um jogador de vôlei.
          Atualmente tentar ser um jogador de vôlei profissional é mais simples do que no passado. Pelo menos acho que é mais fácil de convencer os pais disso. O vôlei no nosso país está se desenvolvendo muito, ao passo que hoje, com certeza temos uma das três melhores ligas de clubes do mundo. As estruturas ainda não são das melhores e se desenvolvem um pouco mais lentamente, comparado a evolução dos jogadores e aos orçamentos dos clubes. Mas tudo isso está gerando uma busca por atletas de um nível cada vez mais alto.
         Como praticamente todos os atletas brasileiros estão jogando no país, o espaço dos bons atletas jovens está diminuindo um pouco, quem não for bom dificilmente terá qualquer espaço na Superliga e isso poderá acabar com a carreira, pois sem resultados e um salário fica bem difícil para todos.
          A CBV tem feito de tudo para que o vôlei continue buscando novos talentos e principalmente dando aos jogadores a oportunidade de atuar em alguma equipe. Hoje cada clube pode ter 1 jogador extrangeiro, para que os brasileiros tenham oportunidade de jogar. A segunda divisão é que é o X da questão. Quem estiver começando vai acabar caindo em algum clube desses. Esses clubes não tem condições de pagar bons salários, dar as melhores condições de treinamento, não tem jogos televisionados e por ai vai. Mas quem sobreviver a esse início, quem aguentar essa fase e chegar ao alto nível com certeza será recompensado.
           Garanto que buscar um espaço no vôlei é difícil, assim como se tornar um médico também é. Tendo as condições físicas para isso é uma questão de esforço, muito esforço. Quem chegar ao nível profissional terá um bom salário e poderá por um tempo se dedicar ao vôlei como uma sua profissão. Não vamos falar em números, mas um bom jogador recebe um bom salário hoje em dia. Podemos comparar a um bom médico, um bom advogado e por ai vai!! Espero que eu tenha ajudado, quem tiver na dúvida escreve que eu tentarei ajudar.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A rota do Vôlei no Brasil.

A rota do vôlei no país.

        Pegando as duas seleções masculinas de base do Brasil, ou seja, aproximadamente 45 garotos, dá para ter uma idéia de onde estão surgindo os nossos jogadores.  Onde eles estão se desenvolvendo. E onde estão tendo oportunidade de se profissionalizar.
        Na atual seleção juvenil temos 12 jogadores da região sul, 10 do sudeste e 1 do nordeste. Esse mapa já é diferente na seleção infanto, onde temos  5 do sul, 6 do sudeste, 2 do centro-oeste, 3 do nordeste e 2 do norte.
     Fica claro um crescente aumento de jogadores do norte do país. Alguns fatores que contribuem para esse crescimento podem ser:
#  o aumento das competições nacionais escolares e de seleções estaduais nestes estados. Tanto no masculino quanto no feminino. A CBV usa um critério parecido com o da FIVB nas competições mundiais de base, promovendo o vôlei em diferentes locais.
# a possibilidade de professores e técnicos em fazer curso de capacitação e atualização próximo aos locais onde trabalham. Ou até mesmo do aumento de profissionais que buscam a capacitação em regiões mais desenvolvidas.
       A parte intermediária do processo, ou seja, até eles chegarem à seleção brasileira eles passaram por algumas cidades onde se desenvolveram. Como muitas vezes, sua cidade não oferece a estrutura mínima e em todos os lugares do Brasil temos técnicos expoentes nas diversas regiões de cada estado, os jogadores migram primeiro para esses lugares. Nessa fase a configuração do mapa ficou assim.
        Dá Seleção Juvenil 10 ficaram na região sul e 13 na região sudeste. Ou seja, dois do Sul foram para o sudeste, o mesmo fez  o jogador do nordeste. Na seleção infanto 5 treinaram no sul, 8 no sudeste, 2 no centro-oeste, 2 no norte e 2 no nordeste. Houve também uma migração, mas assim como na juvenil, de pouca expressão. Mais uma vez a região sudeste atraiu jogadores.
        Atualmente dos jogadores na faixa dos 20 anos, 2 deles jogam no PR, 8 em SP, 7 em MG, 4 em SC, 1 no RJ e um não tem clube. Já os que ainda estão em fase escolar, com 17 anos, 11  jogadores migraram para SP, 2 para o  RJ, 2 estão em MG, 2 no RS, 1 em SC e 1 no PR.
       O estado hoje que detém a maior quantidade de jogadores das seleções de base do Brasil é São Paulo, são 19 jogadores. Curiosamente somente 3 atletas dos 42 atletas são nascidos em SP. O estado onde mais nasceu atletas é MG, com 8. Seguido de SC e RJ com 6 cada. No meu ponto de vista, os times profissionais atraem esses jogadores, uma coisa lógica,  por que:
# oferecem a mesma estrutura do time profissional.
# em muitos casos além de oferecer benefícios, tem orçamento para pagar salário.
# o jogador em alguns locais pode treinar com o time profissional.
        Após essa breve análise e conhecendo a realidade aqui das seleções de base, acho que o jogador tem sim que buscar um espaço de treinamento num nível acima do que ele se encontra, pois o amadurecimento dele é muito maior do que de jogadores que se mantém em suas categorias. Com isso, o que vai acontecer cada vez mais é que estados que não tiverem equipes de ponta perderão seus atletas para estados com times de alto nível.
      O reflexo disso vai aparecer em alguns anos em estados onde o vôlei de alto nível esta desaparecendo, como no meu estado, o RS.  As seleções estaduais e as equipes de base terão mais dificuldade de conseguir resultados e com isso a fuga vai ser geral, ou em outras palavras, os jogadores de tornarão presas fáceis para as grandes estruturas, bom para o atleta e nem tanto para a cidade ou escola.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

A cidade do vôlei!

       Não quero que ninguém se sinta ofendido pelo comentário, eu sei que existem várias cidades no nosso Brasil que tem o vôlei como exemplo de trabalho bem feito. Mas quero deixar claro que Três de Maio no RS já foi uma potência. De lá sairam 3 campeões Mundiais de vôlei.
       Digo isso pelo seguinte: essa cidadezinha no interior do RS, perto uns 40km da fronteira com a Argentina, formou nos anos 90 bons jogadores de vôlei. A população na cidade gira em torno de 23 mil habitantes. São dois colégios particulares e mais um colégio estadual com características de trabalhar com vôlei. Em 2 deles o professor e técnico durante muito tempo (uns 35 anos)  foi meu pai, conhecido por todos lá como "véio Egon". Quem sabe por isso, ou pelo exemplo dele, segui essa carreira.
       Para comprovar a minha teoria de cidade do vôlei apresento aqui os fatos.
       O primeiro jogador a conquistar esse feito foi Rafael Soder. Junto com a seleção infanto-juvenil do Brasil foi Campeão Mundial em Porto Rico, sendo escolhido melhor levantador. Soder mora hoje em Chapecó com a família. Formado em Enfermagem com mestrado na área da saúde.
         Depois dele surgiu André Lukianetz, ponteiro passador, não teve participação em campeonatos pela seleção. Joga hoje pelo time da MEDLEY em Campinas. Depois de jogar durante 5 anos em Portugal, Itália e Alemanha foi uma das surpresas da nossa última SUPERLIGA.
         Nos últimos anos Willian Refatti mais uma vez colocou nossa cidade no mapa do vôlei. Ele jogou a última SUPERLIGA pelo time da SKY. Willian foi campeão Mundial Juvenil no Marrocos em 2007. O ponteiro foi um dos líderes dessa geração.
         O terceiro campeão mundial fui eu. Não como jogador, mas como Assistente Técnico do Brasil em 2009 na Índia.
         E agora o motivo do texto: sabe quem é a nova promessa de lá? NINGUËM. Sabe o que é feito pelo vôlei em Três de Maio depois de tudo isso? NADA. Não existe mais competição municipal, são poucas na região e nenhum time participa de competições da FGV. Lamentável.
          Está acontecendo uma campanha pelo vôlei gaúcho extremamente justa e oportuna. Tenho convicção que não é tarde demais. São muitos jogadores formados por esse estado. O foco no alto nível é necessário, lógico. Mas o meu recado é que não esqueçam das pequenas cidades, do vôlei escolar e amador, pois muitas vezes foi de lá que saíram os grandes campeões.

sábado, 9 de abril de 2011

O vôlei gaúcho. Na luta por dias melhores.

  1. A história do voleibol gaúcho retrata a sua grande contribuição para o momento do voleibol brasileiro. Atletas como Marco Antônio Volpi, Gerson Schu, Renan Dalzotto, Roese, Heloisa Roese, Carol, Paulão, Gustavo, Murilo e outros foram protagonistas deste tributo. Afora isso, clubes como a Sogipa, Ginástica de Novo Hamburgo, Grêmio Náutico União, Frangosul de Montenegro, ULBRA/Canoas, UCS de Caxias e outros tantos que agora não recordo serviram como arcabouço para o registro memorável deste momento. Se isso não é o suficiente é bom lembrar que o Estado do Rio Grande do Sul sempre teve e tem um celeiro de técnicos, preparadores físicos, fisiologistas, fisioterapeutas, estatísticos, nutricionistas, médicos do esporte de altíssima competência. Portanto, acredito que o voleibol gaúcho possui, por mérito próprio, condições suficientes para num curto espaço de tempo estar novamente no cenário nacional. Não obstante é preciso que os gestores do esporte e os demais segmentos da sociedade estejam imbuídos desta empreitada, mediante ações fortes que tragam a mídia impressa e eletrônica para o nosso lado. Na expectativa, não de sensibilizar os empresários, mas sim de fazê-los entender que uma parceria associando a sua assinatura com o voleibol gaúcho terá, nesta via de mão dupla, um retorno extremamente significativo, não somente no aspecto financeiro, mas, principalmente, na imagem positiva que a sociedade em geral fará quando o nome da empresa for citada em qualquer segmento midiático.
Esse texto foi escrito pelo Duda ( Luiz Delmar Lima), um estudioso técnico e professor do nosso vôlei, com quem tive a oportunidade de conviver na ULBRA e depois no Curso de Técnicos Nivel III.  Com a idéia de contribuir com a causa retirei o mesmo da comunidade que, através do facebook, está tentando melhorar (salvar) o vôlei do RS.

Estou na torcida. Abraços a todos que estão na comunidade e precisando podem contar comigo nessa empreitada.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O que é necessário para ganhar?

        Como ganhar um campeonato hoje em dia? Estava aqui pensando e tomando um bom café e não conclui nada, mas acredito em algumas coisas.
        A primeira delas é que é preciso, durante a temporada trabalhar sempre com muita coerência,  pois não dá para ter ou criar problemas que prejudicam o desempenho do time.
Outro fator é ter um time equilibrado. A competição (nesse caso a Superliga) chegou já há alguns anos num nível muito alto. Dessa maneira a equipe que quiser chegar deve ter um time equilibrado ( e de alto nível, pois de nada adianta equilibrar na média) e um banco de reservas com opções de trocas num nível próximo. Os jogadores que entravam naquela linha de "bom jogador pra clube, mas num nível internacional já não é o cara" simplesmente não aguentam o confronto com um time top.
        Uma CT competente, organizada e com recursos para "tocar"o projeto. Esses recursos são desde bons profissionais para o auxilio no dia-a-dia até toda a estrutura física necessária. E não pode ser a estrutura mínima necessária, pois se for isso a equipe já sai atrás e provavelmente fará a diferença no final das contas. E a conta aqui também não é barata, pois musculação, softwares, equipamentos de fisioterapia e eletrônicos em geral aumentam consideravelmente a conta da equipe.
         E a mais importante de todas é ter muita sorte, com isso as coisas não tem como dar errado. Brincadeira!! A mais importante, tendo os outros fatores é trabalhar muito, treinar bem, estudar os adversários e o próprio time, confiar muito em todos que estão envolvidos no projeto.
         O vôlei está num nível que todos trabalhamos muito para ele chegar, principalmente todas as pessoas que já trabalharam muito mais do que eu. Para ganhar um jogo é preciso ser muito bom. Para ser campeão, que é o que realmente importa, todos tem que fazer muito mais.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Blog sobre volei!! Um pouco do que acontece dentro das quadras.

        Fala pessoal, o objetivo desse espaço aqui é reunir as informações que tenho criado para todos que gostam de voleibol. Com o blog acho que vai ficar mais fácil de interagir com todos e dar sequência nos assuntos que todos nós gostamos.
         Quero lembrar a todos que não teremos nenhum fato jornalístico por aqui, não vou emitir a minha opinião com relação a equipes e jogadores, até por que trabalho em uma equipe e muitas informações são internas, ok? Poderemos sim falar de Seleção Brasileira, mais precisamente da Juvenil Masculina onde tenho a satisfação de trabalhar. 
         É isso, que o espaço seja útil para o vôlei. Que eu consiga ser útil ao vôlei mais uma vez!
         Desde já um grande abraço a todos que gostarem do blog!! Marcel Matz